sexta-feira, 1 de maio de 2009

o tempo, o controle

A ingenuidade que eu tinha em relação ao ano-novo era a mesma do Natal: uma festa que se comemora outra coisa; um motivo externo e pouco paupável que reúne a todos que se gostam. Todos parecem felizes e contentes de estarem ali.

Depois de um tempo (muito até), passei a questionar sobre essa comemoração de Jesus e reparei que não era pela data - o nascimento simbólico de Jesus -  que me faziam feliz, mas sim pelo rituais, o encontro, as expectativas sobre aquela noite e as histórias que se faziam e se contavam.

Até que começo a saber mais sobre a família (família de sobrenome mesmo) e o Natal passa a ser um incômodo, um desabafo ou só um dia estranho em que todos saem pra comentar no outro dia.

Para o ano-novo nada impediu que eu continuasse a esperar e gostar do dia, que eu continuasse a ser ingênua.

Cada vez foi se tornando um a-mais essa data.

Pensar nas promessas feitas no ano e aquelas a serem cumpridas.

Pensar na roupa nova

Pensar na festa

Pensar nas pessoas....

Criar expectativas de estar lá.

A data, no geral, se tornou uma reunião de pessoas , se distanciando da questão de fé como valores ( mesmo que o início da data tenha relação com religião), se voltando para uma data de avaliação de amadurecimento, estagnação ou qualquer outra coisa sobre aquele corpo, sobre uma sociedade, do um e de nós.

A Cris me deixou curiosa.

A praia de Copacabana também.

Talvez ainda a Astrologia.( sim, já estudei e continuo acreditando na “ciência oculta”).

Um comentário:

  1. me lembro do ano novo q passei c vc e com a sua familia! a ceia e depois a bebedeira... da salada com molho de roquefort (o dia q comecei a gostar de roquefort)...

    meio intrusa, meio familia!

    garrafa de vodka cheia quebrada, tombo beirando a rua e a calçada sao algumas das poucas coisas q me lembro entre o momento pos-jantar e o outro dia!

    a virada faz essas coisas, faz as pessoas ficarem viradas...

    oO

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